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Florianópolis Centro · Itacorubi · Trindade
CRO/SC 9350

Tratamentos e indicações

Nenhum tratamento abaixo é indicado por padrão. A escolha depende do exame clínico, da documentação ortodôntica e da sua fase de crescimento — e é discutida com você antes de começar.

01

Ortodontia fixa

O aparelho fixo segue sendo o recurso de maior controle da ortodontia. Permite movimentar a raiz do dente, e não só a coroa — o que é decisivo em correções de mordida e em casos que exigem fechamento de espaço.

Existem versões metálicas e estéticas. A diferença entre elas é visual e de custo, não de resultado: o que define o plano é a mecânica escolhida, não o material do braquete. Durante o tratamento, os ajustes acontecem em intervalos regulares, e cada consulta tem um objetivo definido dentro do plano.

O tratamento não termina na retirada. A contenção é parte do tratamento, e é ela que sustenta o resultado ao longo dos anos.

Adolescentes e adultos Correção de mordida Contenção incluída

02

Alinhadores transparentes

Placas removíveis, planejadas digitalmente e trocadas em sequência. São discretas e facilitam a higiene, o que as torna uma boa opção para quem tem restrição estética durante o tratamento.

Duas coisas costumam ser subestimadas. A primeira é a disciplina: o alinhador só trabalha enquanto está na boca, e o protocolo pede uso praticamente integral. A segunda é a indicação — há movimentos que o alinhador executa com dificuldade, e insistir neles alonga o tratamento sem resolver a causa.

Por isso a avaliação define se o seu caso é indicado. Quando é, funciona muito bem. Quando não é, dizer isso na primeira consulta economiza meses.

Planejamento digital Removível Depende de indicação

03

Preparo orto-cirúrgico

É a área de maior ênfase do meu trabalho. Existem casos em que os dentes estão bem posicionados dentro de arcadas que simplesmente não se encontram — a discrepância é entre os ossos. Nenhum aparelho move osso.

Nesses casos, ortodontia e cirurgia ortognática atuam juntas. A ortodontia prepara as arcadas para que o cirurgião bucomaxilofacial consiga reposicioná-las, e depois da cirurgia finaliza a oclusão na nova posição. O diagnóstico é conjunto, apoiado em análise facial, documentação e tomografia.

Há um ponto do processo que precisa ser dito antes de começar: na fase de preparo, é comum a mordida parecer pior do que era. Isso faz parte do plano — os dentes estão sendo posicionados dentro de cada arcada, e não em relação uma à outra. Quem entende isso no início atravessa a fase com muito mais tranquilidade.

Ênfase principal Equipe multidisciplinar Análise facial e tomografia

04

Ortodontia preventiva

Acompanhamento da troca dos dentes de leite pelos permanentes. Não se trata de colocar aparelho cedo — a maior parte das crianças avaliadas nessa fase não precisa de nenhum.

O que se faz é observar: se há espaço suficiente para os permanentes, se a mordida está se estabelecendo de forma equilibrada, se existem hábitos (chupeta, dedo, respiração bucal) interferindo no desenvolvimento. Identificar isso na hora certa evita tratamentos mais longos e mais complexos anos depois.

A primeira avaliação costuma ser recomendada por volta dos 7 anos, quando os primeiros molares permanentes já nasceram.

A partir dos 7 anos Acompanhamento Hábitos e respiração

05

Ortopedia dos maxilares

Enquanto a criança cresce, é possível orientar o desenvolvimento dos ossos da face. Essa é a diferença fundamental entre tratar na infância e tratar depois: com crescimento ativo, dá para trabalhar a base óssea, não apenas a posição dos dentes.

Aparelhos ortopédicos atuam sobre a maxila e a mandíbula em fases específicas do crescimento. Bem indicada, a ortopedia muda o ponto de partida do tratamento ortodôntico que vem depois — e, em parte dos casos, muda a necessidade de intervenções maiores na vida adulta.

É o tratamento mais dependente de tempo de todos. A janela existe e ela se fecha. Por isso a avaliação na infância importa mesmo quando nada parece errado.

Fase de crescimento Base óssea Janela de tempo

06

Placa de bruxismo

Apertar ou ranger os dentes durante o sono desgasta o esmalte, sensibiliza os dentes e sobrecarrega a articulação da mandíbula. Muita gente descobre pelo acompanhante, ou por acordar com a mandíbula cansada.

A placa é confeccionada sob medida a partir do seu modelo e distribui a força do apertamento, protegendo as estruturas. É uma medida de proteção — importante, mas de proteção. Em paralelo, vale investigar o que está por trás: oclusão desequilibrada, qualidade do sono, tensão muscular.

Sob medida Proteção do esmalte Alívio articular

07

Clareamento dental

Procedimento estético realizado com acompanhamento profissional, após avaliação da saúde dos dentes e da gengiva. O resultado varia conforme a cor inicial, a estrutura do esmalte e os hábitos de cada pessoa.

Não é indicado em qualquer situação, e não deve ser feito sem exame prévio: cáries, restaurações antigas e sensibilidade preexistente mudam a conduta. Quando há tratamento ortodôntico em curso, o momento do clareamento é definido dentro do plano.

Avaliação prévia Acompanhamento profissional

08

Profilaxia

Limpeza profissional com remoção de placa e cálculo. Durante o tratamento ortodôntico, ela deixa de ser rotina e passa a ser parte do plano: o aparelho dificulta a higiene, e a saúde da gengiva sustenta o movimento dentário.

A frequência é definida caso a caso, conforme o acúmulo de placa e a resposta da gengiva de cada pessoa.

Durante a ortodontia Saúde gengival

Quando procurar

Sinais que costumam passar batido

Nenhum deles significa, sozinho, que você precisa de aparelho. Mas todos merecem uma avaliação — porque são a forma como o corpo avisa que está compensando alguma coisa.

Você mastiga só de um lado

O lado preferido costuma ser o lado que dói menos. Com o tempo, a musculatura de um lado trabalha mais que a do outro e a assimetria se instala.

Incômodo no rosto ou na mandíbula

Dor perto do ouvido, estalo ao abrir a boca, cansaço ao mastigar carne. A articulação avisa antes do dente.

O queixo incomoda na foto de perfil

Queixo que parece recuado ou projetado costuma ter origem óssea, não muscular. É um caso a avaliar em conjunto com a mordida.

Sua língua não fica na posição certa

A língua em repouso deveria tocar o céu da boca. Quando não toca, costuma haver respiração bucal ou espaço insuficiente por trás.

Os dentes entortaram de novo

Recidiva quase sempre é contenção interrompida — ou uma causa funcional que nunca foi tratada. Vale reavaliar antes de repetir o mesmo tratamento.

Seu filho respira de boca aberta

Ronco leve, boca entreaberta ao dormir, sono agitado. Na infância, esses sinais têm janela de tempo — e a janela fecha.

As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta presencial. Resultados variam de pessoa para pessoa e dependem de diagnóstico individual, conforme o Código de Ética Odontológica.

Ainda em dúvida sobre o seu caso?

A avaliação existe justamente para isso. Traga a queixa — o diagnóstico é o meu trabalho.

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